Educação no Campo
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      O NUPER - Núcleo de Pesquisa em Educação e Ruralidades atua  na Faculdade da Escada - FAESC.

 

  • EDUCAÇÃO NO CAMPO

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     A discussão sobre educação no campo ganha importância com a instituição das “Diretrizes Operacionais para a Educação Básica nas Escolas do Campo”[1], propostas pelo MEC. O campo não é apenas o que está fora do perímetro urbano e sim o espaço de vida e produção que não tem na atividade industrial e nos serviços a base material e econômica da produção da existência. Neste sentido, é campo não só o espaço da produção agrícola e pecuária, mas também os espaços da floresta e do extrativismo mineral, além dos pesqueiros, dos caiçaras, dos ribeirinhos e dos extrativistas vegetais. Enquanto um espaço com identidade própria, o conceito de cidadania tem que ser resignificado quando de sua aplicação sobre o campo. Essa nova compreensão do conceito de cidadania passa pela compreensão da especificidade do trabalho no campo, que não é apenas um apêndice do urbano. Antes de ser encarado como um mero fornecedor de matéria-prima ou de produtos não-industrializados, o trabalho no campo deve ser pensado enquanto geração de renda e de justiça econômico-social para seus povos.

      Neste sentido, a educação no campo tem que ser pensada numa relação direta com sua respectiva sociedade local. As especificidades das diversas realidades produtivas e culturais são fatores preponderantes na construção dos caminhos do processo pedagógico instaurado no campo. A educação do campo abre uma nova perspectiva para a valorização do trabalho e do trabalhador do campesino. O papel da educação no campo é, além de instituir relações coletivas solidárias, levar o indivíduo concreto à participação efetiva e autônoma na construção dos destinos possíveis para sua coletividade.